
ESTRATÉGIA
Alface mais cara em setembro não trouxe ganho proporcional ao produtor
Com chuva até 3,5 vezes acima da média, a crespa teve em Mogi das Cruzes o maior preço de setembro desde 2020, mas perdas e custos limitaram a rentabilidade.
Setembro costuma ser um mês de vendas mais lentas para as folhosas, com descontos para escoar a produção. Em 2026, porém, a oferta restrita manteve as cotações em patamar elevado, segundo o Cepea.
Parcial de 1º a 24 de setembro
- Mogi das Cruzes (SP): crespa a R$ 1,18 a unidade, 57% acima do mesmo período de 2025 (R$ 0,75) e acima de todas as médias de setembro desde 2020
- Ibiúna (SP): crespa a R$ 1,10 a unidade, quase o dobro de setembro de 2025 (R$ 0,58)
- Chuva em setembro: 327 mm em Mogi das Cruzes, frente à média histórica de 94 mm, e 337 mm em Ibiúna, frente a 103 mm (dados da Climatempo)
O excesso de umidade encharcou o solo, favoreceu o apodrecimento de raízes e o aparecimento de doenças e impediu tratamentos, plantios e colheitas em vários momentos. Parte da produção se perdeu no campo.
Preço alto não é o mesmo que margem
O Cepea destaca que a valorização refletiu a falta de produto de boa qualidade, e não uma melhora da rentabilidade: com mais descarte e manejo mais caro, uma parcela menor da lavoura chegou ao mercado em condições de venda.
Para os próximos meses, a previsão de primavera chuvosa com a intensificação do El Niño pede escalonamento dos plantios e monitoramento fitossanitário mais frequente, para preservar rendimento e qualidade.
Fonte: Cepea/HF Brasil, 24/09/2026
Conteúdo informativo. Cada caso exige análise própria; converse com um especialista antes de tomar decisões.


